Como estamos comungando?

Para comungar do Corpo e Sangue de Cristo é preciso estar em estado de graça, em amizade com Deus, isso é fato. Por que, então, nada acontece? Por que não há uma mudança, uma verdadeira conversão? Por que Jesus não opera realmente na vida de quem Dele se alimenta? É sobre a maneira como comungamos que Padre Paulo Ricardo refletirá nesse Parresía.

Fonte: http://padrepauloricardo.org/episodios/como-estamos-comungando

Ajoelhem-se diante dEle

Jesus Cristo está em todos os livros da bíblia:

Em Gênesis, Jesus é a semente da Mulher.

No Êxodo Ele é o Cordeiro Pascal.

No Levítico Ele é o Sacerdote o Altar o Cordeiro do Sacrifício.

Em Números, Ele é o Pilar de Nuvem durante o dia e o Pilar de Fogo à noite.

Em Deuteronômio Jesus é o Profeta, como Moisés.

Em Josué, Jesus é o Capitão de nossa salvação. Continuar lendo

Liturgia e Apocalipse

O livro do Apocalipse é um dos mais lidos e comentados do Novo Testamento, isto porque que este livro causa um certo impacto e uma certa expectativa no leitor. Estas expectativas acontecem devido: o seu estilo, as imagens presentes no texto,  aspectos catastróficos etc. Por isso,  tem-se num conceito popular uma visão meio que deturpada deste livro onde a concepção que se sobressai é de um livro que conta as possíveis catástrofes vindouras na história e também do fim dos tempos. Com isso, sua leitura gera uma insegurança e um medo no leitor. Mas afinal, o que significa apocalipse? Qual a relação entre o Apocalipse e a liturgia?

Apocalipse (em grego, apokálypsis=revelação) é um gênero literário que se tornou usual entre os judeus após o exílio da Babilônia (587-583 a.c) trata-se sobre o fim dos tempos: descreve o juízo de Deus sobre os povos, de modo a punir os maus e premiar os bons. Essa intervenção de Deus é acompanhada de sinais que abalam a natureza (todo o apocalipse descreve sempre cenários cósmicos); é freqüente o recurso a símbolos e números simbólicos nesse gênero literário. Sobre este pano de fundo o autor do Apocalipse quis proceder de modo que: descreveu cenas de horríveis calamidades (simbolizando os males que os cristãos sofrem no cotidiano da sua existência terrestre), entrecortadas por visões da corte celeste, onde os anjos e os santos cantam “Aleluia! A vitória compete ao Cordeiro que foi imolado e está de pé”. Assim, estes acontecimentos descritos no Apocalipse só podem ser entendidos a luz do “Evento Cristo”.

Jesus Cristo é a chave de leitura para a compreensão do Apocalipse, ou seja, este trata da celebração dos mistérios de Cristo. E sendo celebração podemos afirmar tendo base em algumas perícopes que esta é uma grande liturgia. Esta liturgia da celebração dos mistérios de Cristo fora dada a Igreja que tem a autoridade de salvaguardá-la e de utiliza-la como caminho de salvação e de contemplação do “Eterno no tempo”, conduzindo assim por meio destes os seus fiéis até que se chegue o “Dia do Senhor”. A liturgia é ação do “Cristo total”, os que agora a celebram, além dos sinais, participam já da liturgia do céu, onde a celebração é inteiramente Comunhão e Festa. Continuar lendo

História da solenidade de Corpus Christi e a sequência Lauda Sion (letra em português e latim)

Como nasceu a comemoração de “Corpus Christi”

A festa litúrgica em louvor ao Santíssimo Sacramento foi instituída em 1264 por Urbano IV. Ela deveria marcar os tempos futuros da Igreja, tendo como finalidade cantar a Jesus Eucarístico, agradecendo-Lhe solenemente por ter querido ficar conosco até o fim dos séculos sob as espécies de pão e vinho. Nada mais adequado do que a Igreja comemorar esse dom incomparável.
Logo nos primeiros séculos, a Quinta-Feira Santa tinha o caráter eucarístico, segundo mostram documentos que chegaram até nós. A Eucaristia já era o centro e coração da vida sobrenatural da Igreja. Todavia, fora da Missa não se prestava culto público a esse sacramento. O pão consagrado costumava ficar guardado numa espécie de sacristia, e mais tarde lhe foi reservado um nicho num ângulo obscuro do templo, onde se punha um cibório em forma de pomba, suspenso sobre o altar, sempre tendo em vista a eventual necessidade de atender a algum enfermo.
Mas durante a Idade Média, os fiéis foram sendo cada vez mais atraídos pela sagrada humanidade do Salvador. A espiritualidade passou a considerar de modo especial os episódios da Paixão. Criou-se por isso um clima propício para que se desenvolvesse a devoção à Sagrada Eucaristia.
O último impulso veio das visões de Santa Juliana de Monte Cornillon, uma freira agostiniana belga, a quem Jesus pediu a instituição de uma festa anual para agradecer o sacramento da Eucaristia. A religiosa transmitiu esse pedido ao arcediago de Liège, o qual, sendo eleito Papa 31 anos depois, adotou o nome de Urbano IV.
Pouco depois esse Pontífice instituía a festa de Corpus Christi, que acabou por se tornar um dos pontos culminantes do ano litúrgico em toda a Cristandade. Continuar lendo

Considerações sobre a Eucaristia

As Sagradas Escrituras nos oferecem uma clara e objetiva apresentação do Sacramento do Amor, a Eucaristia. Vejamos alguns pontos importantíssimos sobre esta realidade que está além da nossa capacidade de compreensão; e que protestantes muitas vezes negam e acabam por incorrer em heresia, exatamente pelo fato de tentar ‘domar’ em suas mentes ‘racionais’(mas, inclinadas para o pecado) esta realidade que transcende a capacidade de compreensão humana:

“Ele tomou o pão, abençoou, partiu e distribuiu-lhes, dizendo: ‘Tomai, isto é o meu corpo’. Depois, tomou um cálice e, dando graças, deu-lhes, e todos dele beberam. E disse-lhes: isto é o meu sangue, o sangue da Aliança, que é derramado em favor de muitos”. (Mc 14, 22-24)

“Então, Jesus lhes respondeu: ‘Em verdade, em verdade, vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem come a minha carne, e bebe o meu sangue tem a vida. Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue é verdadeiramente uma bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim, e eu nele.” (João 6, 53-56)

No “discurso eucarístico” que nos foi transmitido por São João, Jesus volta a afirmar que o pão será Sua Carne, o que escandalizou os judeus. Que fez, então Jesus? Reafirmou esta doutrina, usando do verbo grego troglô, cujo significado é mastigar, triturar com os dentes. Continuar lendo