São Justino e a semente do Verbo

Como pode alguém que nunca ouviu falar do Evangelho se salvar?

Para bem entender como é possível que uma pessoa se salve, sem antes nunca ter ouvido falar do Evangelho, recorramos às fontes seguras. Os Pais da Igreja, o Papa e o Catecismo da Igreja Católica.

O que o Catecismo diz? Continuar lendo

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A Disciplina do Arcano e a Importância dos Sacramentos

INTRODUÇÃO

A Igreja desde sempre zelou pela revelação que Deus nos deixou através de Cristo Jesus. Por esse motivo, gostaria de evidenciar aqui o valor que os cristãos desde sempre deram para os sacramentos, uma vez que eles são os bens mais preciosos que foram deixados por Jesus à Igreja.

Não lanceis aos cães as coisas santas, não atireis aos porcos as vossas pérolas, para que não as calquem com os seus pés, e, voltando-se contra vós, vos despedacem. (São Mateus 7,6)

Disse Jesus aos seus discípulos. E isso, desde sempre a Igreja levou bem a sério. Pois usando mal daquilo que é santo, “todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor.”(I Cor 11,27).

“Que ninguém coma nem beba da Eucaristia sem antes ter sido batizado em nome do Senhor pois sobre isso o Senhor disse: “Não dêem as coisas santas aos cães“.” (Didaqué, 9)

Notamos então, que desde o início a Igreja tinha uma liturgia, e que esta liturgia reservava uma parte especialíssima para a celebração Eucarística: “Esse é o sacrifício do qual o Senhor disse: “Em todo lugar e em todo tempo, seja oferecido um sacrifício puro porque sou um grande rei – diz o Senhor – e o meu nome é admirável entre as nações”.” (Didaqué, 14).

A Igreja chama a Eucaristia de sacrifício, pois Jesus “depois de ter dado graças, partiu-o (o pão) e disse: Isto é o meu corpo, que é entregue por vós; fazei isto em memória de mim.” (I Cor 11,24), evidenciando que a mesma é sacrifício, uma vez que na Nova e Eterna aliança não há outro sacrifício além do de Cristo. Desta forma há um profundo zelo pela liturgia Eucarística, uma vez que sempre se creu que nela se realizava o próprio sacrifício de Cristo na cruz.

Mas para participar da Eucaristia, deveria ser completamente iniciado. Então, nos primeiros séculos onde os cristãos eram minoria entre os pagãos, para alguém fosse um iniciado, passava antes pelo catecumenato, para aprenderem sobre os mistérios, uma vez que os sacramentos não devem ser ministrados a quem não tinha uma preparação e um discernimento suficientes para participar e ser inserido nos mistérios da Igreja: o batismo, por onde há a regeneração e inserção no Corpo de Cristo, a confirmação do batismo, que vincula mais perfeitamente à Igreja nos enriquecendo de força especial do Espírito Santo, e a comunhão, sacramento da união com Cristo.

A DISCIPLINA DO ARCANO

Feitas as reflexões introdutórias, vamos saber o que significa a disciplina do arcano. Este é um termo teológico para expressar o costume que prevaleceu nos primeiros séculos da Igreja, pelo qual o conhecimento dos mais íntimos mistérios da religião cristã foi cuidadosamente afastado dos pagãos e até mesmo de pessoas que estavam passando por instruções na fé. Uma vez que o costume em si é indiscutível (como veremos adiante), o nome é relativamente moderno, e não aparece ter sido usado antes do século XVII (New Advent) e, denota algo privado, misterioso.

Este costume é prática apostólica, como podemos observar em Paulo: “Eu vos dei leite a beber, e não alimento sólido que ainda não podíeis suportar.” (I Cor 3,2), com essa passagem, podemos comparar também com Hebreus 5, 12-14, onde esta mesma ilustração é usada, e é declarado que: “Contudo, ainda necessitais que vos ensinem os primeiros rudimentos da palavra de Deus; e vos tornastes tais, que precisais de leite em vez de alimento sólido! Ora, quem se alimenta de leite não é capaz de compreender uma doutrina profunda, porque é ainda criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que a experiência já exercitou na distinção do bem e do mal.”.

Com isso, notamos que nos primeiros séculos, a primeira comunhão também era a primeira Eucaristia. Pois quando havia a celebração da missa, quem era batizado e quem não era batizado participava da primeira parte da missa, a chamada “missa dos catecúmenos” ou “liturgia da palavra” [1]: as pessoas iam para ouvir as leituras bíblicas, a homilia do bispo e, quando terminava a homilia, os diáconos iam retirando os catecúmenos, aqueles que não eram iniciados [2]. A chamada “oração universal” ou “oração dos fiéis” é feita depois que os catecúmenos já saíram, porque eles ainda não são cristãos já iniciados e então se fechava as portas da igreja e com as portas fechadas se celebrava a Eucaristia [3], porque só poderiam estar presentes na Eucaristia quem era plenamente iniciado, quem tinha sido plenamente introduzido na vida da Igreja, recebendo os sacramentos do batismo, da confirmação e da comunhão, como nos mostra São Cirilo de Jerusalém: “Se aprouver a Deus, quando nas Catequeses Mistagógicas seguintes entrarmos no Santo dos Santos [4], conheceremos, então, os símbolos das coisas que lá se realizam.” (Primeira Catequese Mistagógica, 11), e mais adiante, em suas Catequeses Mistagógicas inteiras.

TESTEMUNHOS ANTIGOS

Partamos agora, para os testemunhos dos Pais da Igreja e dos primeiros cristãos, à respeito da bela valorização que davam para os mistérios (sacramentos) da fé cristã, com a disciplina do arcano.

TERTULIANO

Embora não seja um Pai da Igreja, é um apologista cristão dos primeiros séculos, que ocupou posição de destaque. Nasceu no ano de 160 e faleceu no ano de 220 da era cristã. Infelizmente terminou sua vida na heresia montanista. Mas antes de cair em heresia, ele escreveu obras que são importantes para testemunhar a fé da Igreja, que ele defendia de forma eloquente. Em uma de suas obras, chamada “Apologia”, ele relata um fato curioso com a disciplina do arcano: uma vez que os pagãos não deviam ouvir tudo o que a Igreja crê, porque eles não tem fé, eles começaram a ridicularizar os mistérios celebrados pelos cristãos, e então, Tertuliano nos defende das acusações infundadas dos pagãos:

“Monstros de maldade, somos acusados de realizar um rito sagrado no qual imolamos uma criancinha e então a comemos, e no qual, após o banquete, praticamos incesto, e os cães, nossos alcoviteiros, pois não, apagam as luzes para na imoralidade da escuridão nos entregarmos a nossas ímpias luxúrias! (…) Se sempre mantemos nossos segredos, quando se tornaram conhecidos do público nossos atos? Então, por quem poderiam ter sido desvendados? De certo não pelos próprios acusados, mesmo porque há o conceito de fidelidade ao silêncio que é sempre própria dos mistérios. Por acaso, os Samotrácios e os Eleusínios não escondem o quanto procuram manter silêncio a respeito do que verdadeiramente são, em seus segredos, promovendo castigos humanos oportunos e ameaçando com a futura ira divina?” (Apologia, VII)

Dentre as partes destacadas, a primeira refere-se claramente ao sacramento da comunhão, ao sacrifício da Eucaristia, onde comungamos do corpo do Filho de Deus. A segunda, refere-se ao momento em que na liturgia da missa, saudamo-nos uns aos outros como irmãos: “Terminadas as orações, nos damos mutuamente o ósculo da paz.” (São Justino, I Apologia). E a terceira parte destacada, refere-se à disciplina do arcano, claramente.

JUSTINO DE ROMA

Grande Padre Apologista, Justino nasceu por volta do ano 100 na antiga Siquém, em Samaria, na Terra Santa. Fundou uma escola em Roma, onde gratuitamente iniciava os alunos na nova religião, considerada como a verdadeira filosofia. De fato, nela tinha encontrado a verdade e portanto a arte de viver de modo reto. Por este motivo foi denunciado e foi decapitado por volta do ano de 165 em Roma, sob o reinado de Marco Aurélio, o imperador filósofo ao qual o próprio Justino tinha dirigido a sua Apologia. Nesta obra, ele testemunha a disciplina arcana:

“Vós ouvis em toda parte que sois chamados piedosos e filósofos, guardiões da justiça e amantes da instrução; mas que o sejais realmente, é coisa que deverá ser demonstrada. (…) De fato, vos dizemos: estamos convencidos de que, através de ninguém, pode ser feito algum mal a nós, enquanto não se demonstrar que somos praticantes da maldade ou nos reconheçamos como malvados. Vós podeis matar-nos, mas não condenar-nos. (…) Para que não se pense que se trata de alguma fanfarronada nossa e opinião audaciosa, pedimos sejam examinadas as acusações contra os cristãos. Se for demonstrado que são reais, castiguem-nos como é conveniente que sejam castigados os réus convictos; porém, se não há nenhum crime para interrogá-los, o verdadeiro discurso proíbe que, por um simples boato malévolo, se cometa injustiça contra homens inocentes ou, melhor dizendo, a cometais contra vós mesmos, que acreditais ser justo que os assuntos sejam resolvidos não por julgamento, mas por paixão.” (I Apologia 2-3)

Da mesma forma que Tertuliano, São Justino nos relata que eram cometidas injustiças contra os cristãos: os cristãos eram mortos e perseguidos por “simples boatos” de que eram “praticantes da maldade”. Oras, de que boatos se estava falando? Dos mesmos de que trata Tertuliano. Isso se mostra quando Justino tenta expor o que acontece na liturgia eucarística, mais adiante:

“Este alimento se chama entre nós Eucaristia, da qual ninguém pode participar, a não ser que creia serem verdadeiros nossos ensinamentos e se lavou no banho que traz a remissão dos pecados e a regeneração e vive conforme o que Cristo nos ensinou (Esta regeneração se trata do batismo, conforme “I Apologia, 61”). De fato, não tomamos essas coisas como pão comum ou bebida ordinária, mas da maneira como Jesus Cristo, nosso Salvador, feito carne por força do Verbo de Deus, teve carne e sangue por nossa salvação, assim nos ensinou que, por virtude da oração ao Verbo que procede de Deus, o alimento sobre o qual foi dita a ação de graças – alimento com o qual, por transformação, se nutrem nosso sangue e nossa carne – é a carne e o sangue daquele mesmo Jesus encarnado. Foi isso que os Apóstolos nas Memórias por eles escritas, que se chamam Evangelhos, nos transmitiram que assim foi mandado a eles, quando Jesus, tomando o pão e dando graças, disse: “Fazei isto em memória de mim, este é o meu corpo” . E igualmente, tomando o cálice e dando graças, disse: “Este é o meu sangue”, e só participou isso a eles. E certo que isso também, por arremedo, foi ensinado pelos demônios perversos para ser feito nos mistérios de Mitra; com efeito, nos ritos de um novo iniciado, apresenta-se pão e uma vasilha de água com certas orações, como sabeis ou podeis informar-vos. Depois dessa primeira iniciação, recordamos constantemente entre nós essas coisas e aqueles de nós que possuem alguma coisa socorrem todos os necessitados e sempre nos ajudamos mutuamente. Por tudo o que comemos, bendizemos sempre ao Criador de todas as coisas, por meio de seu Filho Jesus Cristo e do Espírito Santo. No dia que se chama do sol, celebra-se uma reunião de todos os que moram nas cidades ou nos campos, e aí se lêem, enquanto o tempo o permite, as Memórias dos apóstolos ou os escritos dos profetas. Quando o leitor termina, o presidente faz uma exortação e convite para imitarmos esses belos exemplos. Em seguida, levantamo-nos todos juntos e elevamos nossas preces. Depois de terminadas, como já dissemos, oferece-se pão, vinho e água, e o presidente, conforme suas forças, faz igualmente subir a Deus suas preces e ações de graças e todo o povo exclama, dizendo: “Amém”. Vem depois a distribuição e participação feita a cada um dos alimentos consagrados pela ação de graças e seu envio aos ausentes pelos diáconos.” (I Apologia, 66-67)

Achei necessário transcrever este trecho inteiro, porque então não restará dúvidas de que Justino está falando do mesmo que Tertuliano. Dessa forma, defendendo-se perante Marco Aurélio, mostrou que o que acontecia em segredo não era nada daquilo que os boatos diziam, mas revelou aquilo que se passava com o que de mais sagrado acontecia, e acontece até hoje, na Igreja. Isso é um xeque-mate nos protestantes que afirmam que a Eucaristia não é sacrifício e que os Pais da Igreja não defendiam isso. Oras, até mesmo os pagãos enxergavam aquilo como sacrifício de tal maneira que chegaram até a levantar calúnias dizendo que os cristãos “imolavam uma criancinha”, conforme nos relata Tertuliano.

ORÍGENES

Orígenes, nascido em Alexandria no ano 185 e falecido no ano de 254 em Tiro foi, catequista, teólogo e exegeta, e é considerado o fundador da ciência bíblica. Na obra apologética Contra Celso (cerca de 248), Orígenes refuta as críticas deste filósofo pagão de cuja origem pouco se sabe, e de cuja obra só se tem notícia pela refutação que recebe. Movem-se ambos na mesma atmosfera eclético-platônica, e é a partir desta herança cultural que se esforçam cada qual para derrotar ou justificar a herança judaico-cristã. Enquanto Celso explica a proximidade entre ambas por uma falta de originalidade de judeus e cristãos, agravada por sua pretensão no sentido contrário, a pedido de Ambrósio Orígenes inverte o argumento e faz de Moisés o filósofo primigênio, cuja sabedoria (Logos) se manifesta secundariamente a todos os povos e nações, e em sua plenitude na vida de Jesus e de seus seguidores.

“Depois do exemplo emprestado dos mistérios Mitraicos, Celso declara que iria investigar os mistérios cristãos, juntamente com a referência persa, comparando os dois juntos, e por meio disso desvendaria os rituais dos cristãos , vendo desta forma a diferença entre eles.” (Contra Celso 6,24)

Orígenes da mesma maneira que Justino, relatou que os mistérios cristãos eram mal entendidos como algo dos mistérios de Mitra. Entretanto ele mostra que se Celso fosse comparar os mistérios cristãos com os persas, veria que há diferença entre os mesmos, apesar de ambos serem feitos às escondidas.

“E uma vez que a graça de Deus está com todo aquele que ama com um afeto puro o professor das doutrinas da imortalidade, quem é puro, não só de toda a imundícia, mas de tudo que são consideradas transgressões menores, que seja arrojadamente iniciado nos mistérios de Jesus, que sejam feitos conhecidos apenas para o santo e o puro. Celso fala dessa forma do iniciado: “Deixai vir aquele cuja alma é consciente de nenhum mal”. Mas aquele que age como iniciador , de acordo com os preceitos de Jesus , vai dizer para aqueles que foram purificados no coração: Aquele cuja alma foi durante muito tempo consciente de nenhum mal, especialmente desde que ele entregou-se à cura da palavra, deixe-o ouvir as doutrinas que foram ditas em privado por Jesus aos Seus verdadeiros discípulos . Portanto, na comparação que ele faz entre o procedimento dos iniciadores para os mistérios gregos, e os mestres da doutrina de Jesus , ele não sabe a diferença entre convidar o ímpio para ser curado, e iniciar os que já estão purificados, nos sagrados mistérios.” (Contra Celso 3,60)

Este fragmento mostra que, diferentemente dos pagãos, era necessário que se realizasse uma preparação especial para os que participariam dos mistérios cristãos. Os pagãos admitiam qualquer um que falasse que não tinha consciência de algum mal, entretanto, os catecúmenos que eram iniciados deveriam crer serem verdadeiros os ensinamentos cristãos. E Orígenes explica a razão, mais adiante:

Deus ordenou antes dos séculos para a glória de Seus santos, que nós convidemos à comunhão na sabedoria escondida em mistério os que não tem participação nos mistérios: o ímpio, o ladrão, o assaltante, o envenenador, o que comete de sacrilégio, o saqueador dos mortos, e todos os outros que Celso pode enumerar em seu estilo exagerado, contudo, convidamos esses para serem curados. Pois há na origem divina da palavra uma ajuda para a cura das pessoas que estão doentes, respeitando o que a palavra diz: Não necessitam de médico os sãos, mas sim, os que estão doentes. (Mt 9,12). Outros ainda, exibem para os puros de corpo e alma a revelação do mistério, que foi mantido em segredo desde que o mundo começou, mas que agora foi manifesto pelas Escrituras dos profetas e “através da aparição de nosso Senhor Jesus Cristo”, que se revela a cada um daqueles que são perfeitos, ilumina a razão no verdadeiro conhecimento das coisas. (Contra Celso 3,61)

Enquanto nos mistérios de Mitra eram aceitas quaisquer pessoas que não se acusassem na consciência, aos mistérios da Igreja todos são chamados, ímpios e puros, e sendo chamados são ajudados e preparados para que participem dos mistérios, pois como disse Orígenes citando Sabedoria 1,4: “A Sabedoria não entrará na alma perversa, nem habitará no corpo sujeito ao pecado” (Contra Celso 3,60). Com esta citação Orígenes ainda diz que nos próprios mistérios é Jesus (Sabedoria) quem se faz presente de maneira eficaz. Dito isso tudo, evidencia-se que os sacramentos da Igreja eram preservados da profanação dos pagãos, e as razões pelas quais eles eram preservados, com a disciplina do arcano.

SÃO BASÍLIO MAGNO

Bispo de Cesaréia da Capadócia, nascido por volta do ano de 329, falecido em 379, desenvolveu uma intensa atividade pastoral, teológica e literária. Em sua obra, “Do Espírito Santo”, assim como Tertuliano, ele testemunha que os mistérios, ou para melhor entendimento, os sacramentos, eram reservados, privados àqueles que já tinham a iniciação cristã completa, ou seja, já tinham recebido os sacramentos do batismo, crisma e comunhão.

“Com efeito, como seria razoável divulgar por escrito aquilo que de forma alguma é permitido aos não-iniciados contemplar? (…) Foi igualmente desta forma que os Apóstolos e os Padres, que desde os primórdios dispuseram tudo o que se refere às Igrejas, sob silêncio e segredo conservaram também o caráter sagrado dos mistérios. Pois já não é mistério absolutamente o que chega aos ouvidos do vulgo. É o seguinte o motivo da tradição não escrita: impedir que, por descuido, o conhecimento da doutrina seja menosprezado por muitos, devido à rotina”(…) (Tratado sobre o Espírito Santo, 27)

São Basílio mostra a mesma ideia presente em Mateus 7,6: “impedir que, por descuido, o conhecimento da doutrina seja menosprezado por muitos, devido à rotina”, ao que se refere aos sacramentos, pois quando anteriormente diz “Com efeito, como seria razoável divulgar por escrito aquilo que de forma alguma é permitido aos não-iniciados contemplar?” ele está se referindo exatamente aos três sacramentos de iniciação cristã: o batismo, a crisma e a comunhão.

HIPÓLITO DE ROMA

Tido como chefe de uma comunidade de Roma, nasceu em Roma por volta do ano 170 e faleceu em 236, na Sardenha. Hipólito foi discípulo de santo Irineu e foi um profundo conhecedor da doutrina e da Tradição dos Apóstolos.

Em sua obra “Tradição Apostólica”, ele trata várias vezes da realidade do arcano, no que se refere também aos catecúmenos, que eram privados dos sacramentos (mistérios) exatamente pelo catecumenato:

“O catecúmeno não participará da ceia do Senhor.” (Tradição Apostólica)

Diz ainda que os que ainda não foram iniciados, são infiéis, ou seja, ainda não eram cristãos completos, ainda estavam em formação, e por não terem sido batizados ainda, não poderiam participar dos mistérios e comungar:

“Que todo fiel corra a receber a eucaristia antes de experimentar qualquer outra coisa. Se receber por causa de sua fé, não se prejudicará, mesmo sendo o homem mortal. Todos devem se esforçar para não permitir que o infiel prove a eucaristia, nem um rato ou outro animal; deve-se cuidar para que dela não caia uma migalha e se perca, pois ela é o Corpo de Cristo que deve ser comido pelos fiéis e não pode ser negligenciado.” (Tradição Apostólica)

Até mesmo a saudação, sinal da comunhão, não é permitida aos não iniciados:

“Ao concluírem as orações (os catecúmenos), ainda não darão a paz porque o seu ósculo ainda não será santo. Os fiéis, porém, saudar-se-ão, reciprocamente: os homens aos homens e as mulheres às mulheres(…)” (Tradição Apostólica)

Depois de explicar como se dá a iniciação, e o que acontece nos ritos do batismo, confirmação e comunhão, Hipólito termina dizendo:

“Se algo deve ser recordado, diga o bispo secretamente aos que tiverem recebido o batismo, para que os não fiéis não venham a conhecer antes de também receberem. Esta é a ficha branca aludida por João ao dizer: “Um novo nome foi escrito nela e ninguém o conhece a não ser aquele que a receberá”(Ap 2,17).” (Tradição Apostólica)

AMBRÓSIO DE MILÃO

Bispo de Milão entre os anos de 347 a 397, nascido em Tréveris por volta de 340, faleceu em Milão, no ano de 397. Aprendeu a conhecer e a comentar a Bíblia através das obras de Orígenes, o indiscutível mestre da “escola de Alexandria”. Foi um dos grandes Pais da Igreja.

“Portanto, li que as três testemunhas no batismo , a água, o sangue, e o Espírito são um, pois se você tirar um deles, o Sacramento do Batismo não existe. Pois o que é a água sem a cruz de Cristo? Um elemento comum, sem qualquer efeito sacramental. Nem há também o sacramento da regeneração sem água: “Aquele que não nascer da água e do Espírito , não pode entrar no reino de Deus”. Agora, até mesmo o catecúmeno acredita na cruz do Senhor Jesus , com o qual ele também é assinado, mas a menos que ele seja batizado em nome do Pai , e do Filho , e do Espírito Santo, ele não pode receber a remissão de pecados , nem ganhar o presente da graça espiritual.” (Sobre os Mistérios, 4,20)

Ambrósio aqui deixa claro aquilo que a Igreja sempre ensinou: que os sacramentos são eficazes e que, por isso, conferem a graça. Por conseguinte, para que os sacramentos não sejam profanados, o catecúmeno que ainda não tem a preparação devida, não participa ainda deles: mais uma amostra da prática arcana.

Aos catecúmenos que já estavam preparados, eram ensinados o credo, para que no batismo estes o professassem:

Um dia depois, num domingo, depois das aulas e do sermão, quando os catecúmenos foram dispensados, eu estava ensinando o credo de certos candidatos (ao batismo) no batistério da basílica (Carta 20,4)

JOÃO CRISÓSTOMO

Nascido em torno do ano 349, em Antioquia da Síria, desenvolveu lá o ministério presbiteral durante cerca de onze anos, até o ano 397, quando foi nomeado bispo de Constantinopla. Faleceu em Comana, do Ponto, em 407. Se situa entre os Padres mais prolíficos: dele nos chegaram 17 tratados, mais de 700 homilias autênticas, os comentários a Mateus e a Paulo (Cartas aos Romanos, aos Coríntios, aos Efésios e aos Hebreus) e 241 cartas. Não foi um teólogo especulativo. Transmitiu, ao contrário, a doutrina tradicional e segura da Igreja em uma época de controversas teológicas suscitadas sobretudo pelo arianismo, isto é, pela negação da divindade de Cristo.

“Por conta disso é que as leis da Igreja ordenam que a oração também deve ser feita assim, não só para o fiel , mas também para os catecúmenos . A lei incita o fiel para fazer súplicas aos não iniciados. Pois quando o diácono diz: “Vamos rezar fervorosamente para os catecúmenos”, ele faz algo que excita toda a multidão dos fiéis para orar por eles, embora os catecúmenos ainda sejam apartados. Porque eles ainda não são do Corpo de Cristo (…)” (Homilia 2, Sobre II Coríntios).

São João Crisóstomo assim como Hipólito de Roma, nesta carta deixa claro as razões pelas quais os catecúmenos eram segregados no momento da Liturgia Eucarística: eles ainda eram apartados, por ainda não fazer parte do corpo de Cristo. Só fazia parte do corpo de Cristo os que já eram iniciados, ou seja, os que tinham recebido os sacramentos da iniciação.

JERÔNIMO

Jerônimo nasceu de uma família cristã em Stridone no ano de 347 e faleceu por volta de 420. Presbítero, um dos grandes doutores da Igreja latina. Sobre a realidade do arcano, aplicado aos catecúmenos, podemos observar também em seus escritos:

“(…)diga isso para os catecúmenos que buscam admissão ao número de fiéis (…)” (Carta 69,3)

Se não cometemos pecado após o batismo, por que nós pedimos para que sejamos perdoados dos nossos pecados, os quais já foram perdoados no batismo? Por que rezar que não caiamos em tentação, e que podemos ser entregues a partir de um mal, se o diabo não pode tentar aqueles que são batizados? O caso é diferente se esta oração pertence aos catecúmenos e não é adaptada para os fiéis cristãos (Contra Joviniano, 2,3)

Novamente há a distinção daqueles que são fiéis e os que ainda não são fiéis. O que caracteriza o caráter eficaz dos sacramentos, onde o próprio Deus atua neles, transformando um infiel (catecúmeno) em fiel (já iniciado nos mistérios).

ATANÁSIO DE ALEXANDRIA

Nascido provavelmente em Alexandria, no Egito, por volta do ano 300 e faleceu por volta do ano 373, Atanásio foi, sem dúvida, um dos Padres da Igreja antiga mais importantes e venerados. Famoso e ferrenho defensor da doutrina da Trindade, em sua Apologia Contra os Arianos ele mostra um pouco sobre a disciplina do arcano:

E eles não têm vergonha de exibir os mistérios sagrados antes dos catecúmenos e, pior do que isso, mesmo antes dos pagãos: enquanto, eles devem atender ao que está escrito: “É bom para manter escondido o segredo de um rei”(Tobias 12,7 ), e como o Senhor nos cobrou: “não deis o que é santo aos cães, nem lanceis vossas pérolas aos porcos”(Mateus 7,6). Nós não devemos, por isso, desfilar os mistérios sagrados perante os não iniciados, para que os pagãos em sua ignorância não zombem deles, e os catecúmenos (…) não sejam ofendidos. (Apologia Contra os Arianos 1,11)

Outra razão pela qual os mistérios não eram divulgados aos não iniciados que ainda eram catecúmenos, era porque eles ainda não sabiam se defender das calúnias dos pagãos, porque não estavam ainda preparados o suficiente para receberem os sacramentos.

EUSÉBIO DE CESARÉIA

Nasceu por volta do ano 260, em Cesaréia onde foi bispo, e morreu por volta do ano 339. Em Alexandria, onde havia uma biblioteca fundada por Orígenes, se formou Eusébio. Não obstante a importância objetiva das suas obras apologéticas, exegéticas e doutrinais, a fama imperecível de Eusébio permanece ligada em primeiro lugar aos dez livros da sua “História Eclesiástica”.

E outros ainda, vai juntando apertadamente a um e outro lado ao redor do edifício basilical, posto que ainda são catecúmenos, em estado de crescimento e de progresso, ainda que não muito separados nem muito longe da visão do mais interior, próprio dos fiéis. (História Eclesiástica 4,63)

Neste trecho, Eusébio comprova que os catecúmenos, que ainda não eram fiéis, eram conservados sempre do lado de fora da basílica durante as celebrações reservadas apenas àqueles que eram fiéis, ou seja, que já eram iniciados.

EGÉRIA DE CONSTANTINOPLA

Egéria foi uma escritora eclesiástica do quarto século. Não se sabe ao certo a data de seu nascimento, mas estima-se que sua morte se deu por volta do ano 400. Em sua peregrinação ao oriente ela relatou em seus itinerários o que se passou.

“Após isto, o bispo, dirigindo a todos a palavra, diz: “Durante estas sete semanas, fostes instruídos inteiramente acerca de toda a lei das Escrituras e ouvistes também a respeito da fé; também a respeito da ressurreição da carne e de todo o significado do Símbolo ouvistes o que, embora catecúmenos, pudestes ouvir; mas as palavras concernentes a um mistério mais profundo, o próprio Batismo, porque sois ainda catecúmenos, não podeis ouvi-las; e, para que não julgueis que algo se faz sem razão, ouvi-las-eis após o término do ofício na Igreja, na Anástasis, durante os oito dias pascas quando, em nome de Deus, houverdes sido batizados; porque sois ainda catecúmenos, não vos podem ser revelados os mistérios secretos de Deus“.” (Peregrinação aos Locais Santos)

“Uma vez terminado o ofício e deixada a igreja, os monges acompanham o bispo, como em toda a parte se faz, e o conduzem, entoando hinos, até a Anástasis. Aproximando-se o bispo, ao som dos hinos, abrem-se, inteiramente, as portas da basílica Anástasis e entra o povo, ou melhor, entram os fiéis, mas não os catecúmenos.” (Peregrinação aos Locais Santos)

Como testemunha Egéria, não há novidade alguma: os sacramentos da Igreja eram velados para os catecúmenos em toda a parte. A Igreja sempre zelou por aquilo que tem de mais precioso.

CIRILO DE JERUSALÉM

Nascido em torno do ano 315, em Jerusalém ou perto dela, vindo a falecer pelo ano de 387. Cirilo recebeu uma ótima formação literária, que se converteu no fundamento de sua cultura eclesiástica, centrada no estudo da Bíblia. Dele conservamos 24 famosas catequeses, que pronunciou como bispo por volta do ano 350, de onde, vamos tirar os fragmentos que dirão sobre o nosso tema.

Desde há muito tempo desejava falar-vos, filhos legítimos e muito amados da Igreja, sobre estes espirituais e celestes mistérios. Mas como sei bem que a vista é mais fiel que o ouvido, esperei a ocasião presente, para encontrar-vos, depois desta grande noite, mais preparados para compreender o que se vos fala e levar-vos pelas mãos ao prado luminoso e fragrante deste paraíso. Além disso, já estais melhor preparados para apreender os mistérios todo divinos que se referem ao divino e vivificante batismo. Uma vez, pois, que vos proporemos uma mesa com doutrinas de iniciação perfeita, é necessário ensinar-vos com precisão, para penetrardes o sentido do que se passou convosco nesta noite batismal. (Primeira Catequese Mistagógica, 1)

Depois de lermos o que os demais Pais disseram, Cirilo vem agora e nos confirma tudo aos nossos olhos: Os catecúmenos eram ensinados por um longo tempo, como nos testemunhou Orígenes, para só depois que estivessem preparados, poderem receber da Igreja os sacramentos de iniciação.

“Pela benignidade de Deus, ouvistes de maneira suficiente, nas reuniões precedentes, sobre a batismo, a crisma e a participação do corpo e sangue de Cristo. Mas agora é necessário ir adiante, para coroar o edifício espiritual de vossa instrução.” (Quinta Catequese Mistagógica, 1)

São Cirilo coroa tudo o que tenho dito. Ele explica aqui, a expressão “iniciado”, que é usada para aquele que recebeu os três sacramentos de iniciação, falando sobre “edifício espiritual”. Mas o que isso tem a ver? Podem perguntar. Tem a ver que, quando um cristão recebe o sacramento do batismo, ainda não foi iniciado completamente, ou seja, faltam ainda a confirmação e a comunhão. Da mesma forma que com os alicerces e armações da construção de uma basílica já dá para se dizer que é uma basílica que está sendo construída, mas que ainda não está terminada, o seja, falta o telhado, o acabamento. É este o significado de edifício espiritual.

Mais adiante, Cirilo depois de ter explicado o que acontece na missa, recomenda aos catecúmenos a renderem graças a Deus, por terem recebido os sacramentos, que são os mistérios:

“Depois de teres comungado o corpo de Cristo, aproxima-te também do cálice do seu sangue. Não estendas as mãos, mas inclinando-te, e num gesto de adoração e respeito, dize «amém». Santifica-te também tomando o sangue de Cristo. E enquanto teus lábios ainda estão úmidos, roça-os de leve com tuas mãos e santifica teus olhos, tua fronte e teus outros sentidos. Depois, ao esperares as orações [finais], rende graças a Deus que te julgou digno de tamanhos mistérios. Conservai inviolavelmente essas tradições e vós mesmos guardai-vos sem ofensa. Não vos separeis da comunhão nem pela mancha do pecado vos priveis desses santos e espirituais mistérios. ” (Quinta Catequese Mistagógica, 22-23)

AGOSTINHO

Natural de Hipona, nasceu em Tagaste no ano de 354, e veio a falecer em Hipona, no ano de 430. Por sua singular relevância, Santo Agostinho teve uma influência enorme e poderia afirmar-se, por uma parte, que todos os caminhos da literatura cristã latina levam a Hipona. Poucas vezes uma civilização encontrou um espírito tão grande, capaz de acolher os valores e de exaltar sua intrínseca riqueza, inventando idéias e formas das quais se alimentariam as gerações posteriores. Agostinho é também o padre da Igreja que deixou o maior número de obras. Seu biógrafo, Posídio, diz: parecia impossível que um homem pudesse escrever tanto em vida. Vejamos algumas partículas de seus escritos, sobre o nosso tema:

“Veja que haviam crido nele, mas Jesus não confiava neles . Estes são todos os catecúmenos: aqueles que não acreditam em nome de Cristo, e Jesus não confiava-se-lhes . Veja e entenda sua inocência. Se perguntarmos a um catecúmeno: “Você crê em Cristo?” Ele responde: “Eu creio”, e confirma. Ele está na frente da cruz de Cristo, e não se envergonha da cruz de seu Senhor. Veja que acreditaram em seu nome .Interroguemos a ele: “Você não comes a carne do Filho do Homem e não bebes o sangue do Filho do Homem?”. Não sabe o que dizemos, porque não foi confiado a Jesus.“(Tratado 11)

Santo Agostinho não foge do que disseram os outros santos Padres: embora os catecúmenos acreditassem em Cristo, Jesus ainda não tinha sido comunicado a eles. Esta é a fé de sempre da Igreja, que sempre creu na eficácia ex opere operato dos sacramentos, que os sacramentos agem de modo eficaz. Os catecúmenos ainda não tinham recebido a Cristo, pela razão de que ainda estavam em preparação para serem inseridos nos mistérios (sacramentos) da Igreja.

“Mas pergunte a alguém: “Você é um cristão? ‘. Se ele responder: “Eu não sou”, então ele é pagão ou judeu. Se, no entanto, dizer: “eu sou”, você pergunta ainda: “catecúmeno ou fiel?”. Se ele responder: “um catecúmeno”, ele foi ungido, mas ainda não foi lavado. Mas como ungido? Informe-se e vão te responder. Pergunte-lhe em quem ele acredita, e pelo fato de ser um catecúmeno dirá: “Em Cristo”. Eis que agora falo aos fiéis e catecúmenos. O que eu disse sobre a saliva e o barro? Que o Verbo se fez carne . Isso também irão ouvir os catecúmenos, mas aquilo que receberam não é o suficiente para que eles tenham sido ungidos; Deixai-os irem depressa para a fonte, se eles procuram a iluminação.” (Tratado 44)

Como era evidente, a regra do que tenho apresentado não foi burlada. O bispo de Hipona também faz a distinção entre fiel e catecúmeno, entre aquele que é iniciado nos sacramentos (fiel) e aquele que ainda não foi iniciado nos sacramentos (catecúmeno).

Santo Agostinho em seu modelo de instrução para um investigador diz:

“Ele deveria ser perguntado se ele acredita no que ouviu, e esteja pronto para observar: se ele responde de forma afirmativa, ele deve ser solenemente assinalado e tratado de acordo com o costume da Igreja ” (Sobre a Catequese do Instruído 26,50)

Costume esse que nos relatou Cirilo de Jerusalém e toda a cristandade primitiva!

CONCLUSÃO

Creio que o texto alcançou seu objetivo: demonstrou exatamente aquilo que a Igreja sempre ensinou e ensina até hoje: que os sacramentos são eficazes. Sim, todo o cuidado com a disciplina arcana revela exatamente isso. Não somente isso, mas que por esta eficácia dos sacramentos, por Deus agir nos mistérios, notou-se que a Igreja em sua sabedoria, em tempos que o paganismo reinava, para preservar aquilo que tinha de mais sagrado, estabeleceu esta disciplina para gerenciar e honrar devidamente o seu tesouro, contribuindo para que se estabelecesse do oriente ao ocidente, o anúncio fiel do Evangelho.

Para maior glória de Deus,
Lucas Henrique.

Referências:

[1]: Durante o catecumenato, os que se preparavam para entrar na Igreja pelo batismo podiam assistir somente à primeira parte da missa, chamada por isso “missa dos catecúmenos”, isto é, dos que estavam ainda sendo catequizados.

Fonte:http://www.ecclesia.com.br/Biblioteca/liturgia/a_divina_liturgia_explicada_e_meditada.html#2

[2]: As palavras “Retirai-vos catecúmenos” representa não só  saída dos catecúmenos da nave, mas também o juízo final, quando após o anúncio do Evangelho ter sido levado a todo o mundo, todos os homens serão separados  em dois grupos  diante de  Jesus Cristo: os justos e os impenitentes.

Fonte:http://cetroreal.blogspot.com.br/2012/08/adoracao-deus-os-simbolismos-da.html

[3]: Era costume guardar a porta do templo, para impedir a entrada dos catecúmenos ou dos penitentes na hora de realizar a Liturgia dos Fiéis.

Fonte:http://www.ecclesia.com.br/biblioteca/fe_crista_ortodoxa/a_oracao_oficial_da_igreja_ortodoxa2.html

[4]: O Santo dos Santos é um lugar inacessível aos fiéis, é reservado ao clero – bispos, padres e diáconos – e outros auxiliares que celebram os ofícios divinos e dirigem as orações diante do altar principal.

Fonte:http://ortodoxogrego.wordpress.com/2011/05/06/a-igreja-como-templo/

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PARA CITAR:

OLIVEIRA, Lucas H. Firmat Fides: A Disciplina do Arcano e a Importância dos Sacramentos. Disponível em: < https://firmatfides.wordpress.com/2013/07/27/a-disciplina-do-arcano-e-a-importancia-dos-sacramentos/ >. Desde 27/07/2013.