Informe

Olá, caros leitores!

Venho, por meio desta notificação, informar que meus textos e contribuições serão publicados exclusivamente no site Apologistas Católicos, como já vem acontecendo de uns tempos para cá. No entanto, não excluirei o domínio do blogue, para que fiquem disponíveis os textos e arquivos já publicados, em especial os downloads.

Que o Senhor esteja conosco!

Lucas H. Oliveira

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A Tradição: O caso do Papa Estevão vs Cipriano de Cartago

“(…) Agora é oportuno colher a presença do sentido da Tradição na liturgia documentada na Tradição Apostólica, obra de incerta origem e datação, mas provavelmente conhecida em Roma nos primeiros anos do século III, e na controvérsia batismal disputada entre Estevão, bispo de Roma e Cipriano, bispo de Cartago, na metade do século III. Na epiclese para a consagração episcopal testemunhada na Tradição apostólica temos a invocação a Deus para que sobre o candidato por ele escolhido para o episcopado se difunda a virtude do “Espírito soberano”, por Deus mesmo dada a seu dileto Filho Jesus Cristo e por Cristo concedida aos santos apóstolos e pelos apóstolos transmitida à Igreja por ele estabelecida, como templo de Deus, em cada região (3: SCh 11): Continuar lendo

Autoridade só em caso de definição infalível?

“(…) Ocupemo-nos agora com as questões que necessitam de uma consideração mais aprofundada. Um primeiro problema que passa cada vez mais a ocupar o primeiro plano do diálogo pode ser visto na afirmação do Grupo de Trabalho, que aceita “todas aquelas declarações do magistério que se dão sob a prerrogativa da infalibilidade, dada à Igreja como um presente de Cristo”. Em todos os demais julgamentos a decisão dependeria da força dos argumentos. De início isto deixa a impressão de ser muito plausível, mas a um exame mais apurado revela-se como bastante questionável. Pois significa, na prática, que só pode haver decisões magisteriais quando a Igreja puder apelar para a infalibilidade; fora desse terreno, a única coisa que conta seria o argumento, portanto uma certeza comum da Igreja tornar-se-ia impossível. Parece que nos deparamos aqui com uma restrição e um juridicismo tipicamente ocidental, capazes de radicalizar desenvolvimentos unilaterais que se configuram desde a Alta Idade Média. Um paralelo pode esclarecer o problema. Lá pelo século 13 começa a sobrepor-se a tudo a questão do que é necessário para a validade dos sacramentos. Visivelmente, o que passa a contar agora é exclusivamente a alternativa válido ou inválido. O que não afeta a validade aparece, em última análise, como não tendo grande importância, e como podendo ser substituído. Continuar lendo