Testemunhos cristãos primitivos sobre o Primado de Pedro e da Igreja de Roma sobre as demais

“Depois da ressurreição, diz o Senhor: ‘Apascenta as minhas ovelhas’. Assim o Senhor edifica sobre Pedro a Igreja e lhe confia as suas ovelhas para apascentá-las. Se bem que dê igual poder a todos os Apóstolos, constitui uma só cátedra e dispõe, por sua autoridade, a origem e o motivo da unidade. Por certo os demais Apóstolos eram como Pedro, mas o primado é dado a Pedro e a unidade da Igreja e da cátedra é assim demonstrada. Todos são pastores mas, como se vê, um só é o rebanho apascentado pelo consenso unânime de todos os Apóstolos. Julga conservar a fé aquele que não conserva esta unidade recomendada por Paulo? Confia estar na Igreja aquele que abandona a cátedra de Pedro sobre a qual está fundada a Igreja?” (Cipriano, +258, Sobre a Unidade da Igreja cap. 4)

“Já que seria demasiado longo enumerar os sucessores dos Apóstolos em todas as comunidades, nos ocuparemos somente com uma destas: a maior e a mais antiga, conhecida por todos, fundada e constituída pelos dois gloriosíssimos apóstolos Pedro e Paulo. Mostraremos que a tradição apostólica que ela guarda e a fé que ela comunicou aos homens chegaram até nós através da sucessão regular dos bispos, confundindo assim todos aqueles que querem procurar a verdade onde ela não pode ser encontrada. Com esta comunidade, de fato, dada a sua autoridade superior, é necessário que esteja de acordo toda comunidade, isto é, os fiéis do mundo inteiro; nela sempre foi conservada a tradição dos apóstolos” (Ireneu de Lião, +202, Contra as Heresias III,3,2).

” Após termos discutido sobre os Escritos dos profetas e as Escrituras evangélicas e apostólicas acima, sobre os quais a Igreja Católica está fundada pela graça de Deus, também achamos necessário dizer, embora a Igreja Católica universalmente esteja difundida sobre todo o mundo, sendo a única noiva de Cristo, que à Santa Igreja romana é dado o primeiro lugar sobre as demais igrejas, não por decisão sinoidal, mas sim pela voz do Senhor, nosso Salvador, pois no Evangelho obteve a primazia: “Tu és Pedro” – Ele disse – “e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja e as portas do Inferno não prevalecerão contra ela; e te darei as chaves do Reino dos Céus e tudo o que ligardes sobre a Terra será também ligado no Céu, e tudo o que desligardes sobre a Terra será também desligado no Céu”.”(Decreto Gelasiano, 384 d.C)

“. Portanto, primeira é a cátedra da Igreja romana, do apóstolo Pedro, por não haver qualquer mancha, ruga ou qualquer outro [defeito]. Porém, o segundo lugar foi concedido, em nome do bem-aventurado Pedro, a Marcos, seu discípulo e autor do Evangelho, para Alexandria. Ele mesmo escreveu a Palavra da Verdade, no Egito, conforme [ouvira do] apóstolo Pedro; lá foi gloriosamente consumada [sua vida] no martírio. O terceiro lugar é guardado por Antioquia, do bem-aventurado e venerável apóstolo Pedro, que ali viveu antes de vir à Roma e onde pela primeira vez foi ouvido o nome da nova raça: ?cristãos?.” (Decreto Gelasiano, 384 d.C)

“Já que seria demasiado longo enumerar os sucessores dos Apóstolos em todas as comunidades, nos ocuparemos somente com uma destas: a maior e a mais antiga, conhecida por todos, fundada e constituída pelos dois gloriosíssimos apóstolos Pedro e Paulo. ” (Ireneu de Lião, +202, Contra as Heresias III,3,2)…….Diante das inúmeras comunidades cristãs, Irineu de Lião e Eusébio de Cesaréia, se preocupam em elencar a sucessão de apenas uma comunidade, a Sé da Igreja, a Cátedra de Roma, como veremos a seguir:

“Depois de ter assim fundado e edificado a Igreja, os bem-aventurados Apóstolos transmitiram a Lino o cargo do episcopado… Anacleto lhe sucede. Depois, em terceiro lugar a partir dos Apóstolos, é a Clemente que cabe o episcopado… A Clemente sucedem Evaristo, Alexandre; em seguida, em sexto lugar a partir dos Apóstolos, é instituído Sixto, depois Telésforo, também glorioso por seu martírio; depois Higino, Pio, Aniceto, Sotero, sucessor de Aniceto; e, agora, Eleutério detém o episcopado em décimo segundo lugar a partir dos Apóstolos” (Ireneu de Lião, +202, Contra as Heresias III,2,1s).

“A Clemente [3º sucessor de São Pedro na Cáthedra de Roma] sucedeu Evaristo; a Evaristo, Alexandre, depois, em sexto lugar desde os apóstolos, foi estabelecido Xisto; logo, Telésforo, que prestou glorioso testemunho; em seguida, Higino; após este, Pio, e depois, Aniceto. Tendo sido Sotero o sucessor de Aniceto, agora detém o múnus espiscopal Eleutério, que ocupa o duodécimo lugar na sucessão apostólica. Em idêntica ordem e idêntico ensinamento na Igreja, a tradição proveniente dos apóstolos e o anúncio da verdade chegaram até nós.” (História Eclesiástica Livro V, 6,4-5. Eusébio de Cesaréia, + ou – 317 d.C).

‘A cátedra de Roma é a cátedra de Pedro, Igreja principal de onde se origina toda a unidade sacerdotal'(Cipriano, +258, Sobre a Unidade da Igreja cap. 4)

´Se, porém, alguns não obedecerem ao que foi dito por nós, saibam que se envolverão em pecado e perigo não pequeno´ (Clemente de >>>ROMA<<<, +100, Carta aos Coríntios 59,1). *Clemente de Roma é citado nas cartas paulinas, foi o terceiro Papa da Igreja (ainda não era Papa quando citado nas cartas, foi eleito posteriormente).

´Nunca tiveste inveja de ninguém; ensinastes a outros. Quanto a mim, desejo guardar aquilo que ensinais e preceituais´ (Inácio de Antioquia, +107, Carta aos >>> ROMANOS <<<3,1).

“Ainda prescindindo da sincera e genuína sabedoria (…), que em vossa opinião não se encontra na Igreja Católica, muitas outras razões me fazem manter-me em seu seio: o consentimento dos povos e das gentes; a autoridade, erigida com milagres, nutrida com a esperança, incrementada com a caridade, confirmada pela antigüidade; a sucessão dos bispos a partir da própria sé do apóstolo Pedro, a quem o Senhor confiou, após a ressurreição, o apascentamento de Suas ovelhas, até o atual episcopado; e, enfim, o próprio apelativo de ‘católica’, que não sem razão somente a Igreja alcançou (…) Estes vínculos do nome cristão – tantos, grandiosos e dulcíssimos – mantêm o fiel no seio da Igreja Católica, apesar de a verdade ainda não se apresentar em razão da torpeza da nossa mente e indignidade da nossa vida” (Santo Agostinho, C. ep. Man. IV,5).

Se a sucessão dos bispos é considerada, quanto mais certa e beneficiosa a Igreja que reconhecemos chegar até o próprio Pedro, aquele que portou a figura da Igreja inteira, a quem o Senhor disse: ‘Sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela’! O sucessor de Pedro foi Lino; e seus sucessores, em ordem de sucessão ininterrupta, foram estes: Clemente, Anacleto, Evaristo, Alexandre, Sisto, Telésforo, Higino, Aniceto, Pio, Sótero, Eleutério, Victor, Zeferino, Calisto, Urbano, Ponciano, Antero, Fabiano, Cornélio, Lúcio, Estêvão, Sisto, Dionísio, Félix, Eutiquiano, Caio, Marcelino, Marcelo, Eusébio, Milcíades, Silvestre, Marcos, Júlio, Libério, Dâmaso e Sirício, cujo sucessor é, presentemente, o bispo Anastácio. Nesta ordem de sucessão nenhum bispo donatista é encontrado” (Santo Agostinho Ep. 53,2 )

“Não é possivel crer que guardais a fé católica se não ensinais que se deve guardar a fé romana” (Santo Agostinho, Serm.120,13).

“…viram que Ceciliano estava unido por cartas de comunhão à Igreja romana, na qual sempre residiu a primazia da cátedra apostólica…” (Santo Agostinho Ep 43,3,7).

Visto que Deus, por um dom especial de Sua graça, vos colocou na Sé Apostólica e nos deu, em nossos tempos, alguém como vós, para que melhor seja imputada a nós como falta de negliência se falhamos em mostrar a Vossa Reverência o que se sugere à Igreja, porque podeis receber as mesmas com desprezo ou negligência, rogamo-vos que envolvas vossa diligência pastoral neste grande perigo para os membros débeis de Cristo (…) Ao insinuarmos estas coisas ao vosso peito apostólico, não precisamos dizer muito e amontoar palavras acerca desta impiedade, já que sem dúvida vos movereis com tal sabedoria que não podereis vos abster de corrigí-las, para que não possam se infiltrar ainda mais (…) Dizem que os autores desta perniciosa heresia são Pelágio e Celestino que, na verdade, deveriam preferir ser curados com a Igreja ao invés de serem desnecessariamente separados da Igreja. Dizem que um deles, Celestino, inclusive alcançou o sacerdócio na Ásia. Sua Santidade foi melhor informada pelo Concílio de Cartago acerca do que foi feito contra ele há alguns anos. Pelágio – nos informam as cartas de alguns de nossos irmãos – encontra-se em Jerusalém e dizem que vem enganando a muitos ali. Porém, muitos mais, que puderam examinar melhor os seus pontos de vista, o estão combatendo em nome da Fé Católica, em especial vosso santo filho, nosso irmão e companheiro sacerdote, Jerônimo. Contudo, consideramos que com a ajuda da misericórdia de nosso Deus, a quem rezamos para que vos aconselhe e escute vossas preces, aqueles que mantêm estas perversas e banais opiniões cederão mais facilmente diante da autoridade de Sua Santidade, que recebestes a autoridade a partir das Santas Escrituras (auctoritati sanctitatis tuae, de sanctarum scripturarum auctoritate depromptae facilius….esse cessuros), para que possamos nos regozijar com sua correção ao invés de nos entristecermos pela sua destruição. Porém, escolhendo eles mesmos o que quiserem, Vossa Reverência deve considerar ao menos a necessidade de se cuidar destes muitos que podem ser enredados por suas redes, caso não se submetam honradamente. Escrevemos isto a Sua Santidade a partir do Concílio da Numídia, imitando nossos companheiros bispos da Igreja e província de Cartago, que escreveram acerca desta questão à Sé Apostólica que Sua Graça adorna (Santo Agostinho, Epístola do Concílio de Milevi ao papa Inocêncio I).

“Por este motivo foram enviadas duas cartas à Sé Apostólica e dali vieram dois rescritos. A causa foi encerrada, para que finalmente o erro seja encerrado” (Santo Agostinho, Sermo 131,10,10; Ep 150,7).

“As palavras do venerável bispo Inocêncio ao Concílio de Cartago referentes a essa matéria: o que poderia ser mais claro ou manifesto que o juízo da Sé Apostólica?” (Santo Agostinho, Contra as Duas Cartas dos Pelagianos 3,5; ano 420; in NPNF1, V:394).

Venham, irmãos donatistas, se desejam se unir à videira. É penoso quando vos vemos assim cortados. Numerem os sacerdotes, inclusive a partir da sé de Pedro. E, nessa ordem, verifiquem quem os sucedeu. Essa é a pedra, a qual as portas do inferno não podem conquistar. Todos os que se regozijam na paz apenas julgam verdadeiramente” (Santo Agostinho, Salmo contra a Cerimônia Donatista 2; ano 393; in GILES, 182)

Diante de tais relatos, me pergunto: o que será que se passa na cabeça de um protestante diante de tais testemunhos? É possível uma pessoa honesta com a história e consigo mesma continuar a ser protestante depois de saber de tudo isto? Fica para você prezado leitor, se perguntar e respoder a estas perguntas! 😉

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