Steve e Karen Wood – ex-pastor presbiteriano nos Estados Unidos e sua esposa

O seguinte testemunho foi publicado na edição especial da revista norte-americana “Sursum Corda!” de 1996 e traduzido e publicado em português pela revista “Pergunte e Responderemos” nº 419 de Abr./97.

O caminho de Steve Wood para o Seminário Gordon-Conwell foi muito diferente do de Bill Bales e Marcus Grodi. Ele foi educado por pais fiéis e dignos presbiterianos, mas “não como uma criança dócil”, dizia ele. “Eu lhes dei muita dor de cabeça. Fui ingrato, rebelde e teimoso”. Após um par de anos muito desregrados na mais desregrada república da Universidade da Flórida, Steve desistiu de tudo, e entrou para a Marinha.

Pôs-se a procurar uma alternativa para o hedonismo ou a procura sistemática do prazer. Quando o seu navio estava no porto da baía da Virgínia, Steve empregou o seu templo livre no Edgar Cayce Institute, aprendendo misticismo e meditação orientais. Os seus companheiros da Marinha chamavam-no “o homem cósmico”. Todavia um amigo guru insistiu em que Steve aprofundasse a sua própria religião, antes de procurar mais elevadas formas de consciência de si mesmo.

“Nada quero com o Cristianismo!”, protestava Wood. Mas, diante da insistência do seu amigo, Wood comprou uma Bíblia.

“Eles vendem Bíblias no Cayce Institute de todos os tipos. Minha teologia foi fraca, de tal modo que eu não sabia a diferença entre aqueles que têm ‘Evangelhos secretos perdidos’ e aqueles que não os têm. Já que eu não tinha capacidade de discernir, eu continuava a proferir os meus Ohms, meus mantras diante da prateleira de Bíblias. Por graça de Deus, eu adquiri uma Bíblia autêntica”.

Wood julgava que acharia a Bíblia árida e cheia de poeira. Surpreendeu-se, porém, porque a encontrou muito dinâmica. Logo ele se deixou persuadir da natureza divina e da missão de Jesus Cristo assim como da sua própria pecaminosidade. Ele passou assim por uma profunda e clássica conversão evangélica.

Wood sentiu-se atraído pela Capela do Calvário na Califórnia, santuário não-denominacional muito impregnado de significado bíblico, que era procurado por muitos jovens. Ele aprendeu a desprezar o Batismo que ele havia recebido como criança, julgando que o Batismo de crianças era um infeliz vestígio do Catolicismo Romano. Estudou hebraico e grego numa escola da Assembléia de Deus e exerceu sua atividade pastoral com a juventude na Capela do Calvário.

A seguir, retornou para a Flórida na esperança de acender nos jovens do lugar a fé muito viva que ele havia experimentado na Califórnia. Em 1978 foi ordenado por uma igreja carismática interdenominacional. Batizou de novo muitos católicos e protestantes. Entrementes encontrou-se com aquela que se tornou sua esposa Karen. Pouco depois, ele se matriculou no Gordon-Conwell Seminary.

Ficou muito surpreso ao aprender que muitos teólogos protestantes de bom nome aprovavam o Batismo de crianças. O casal Steve e Karen Wood estava à espera do seu primeiro filho, o que tornava urgente a solução da questão.

“Eu estava para ser o pai de uma criança chamada à vida eterna e eu queria estar seguro de proceder corretamente. Afinal concluí pela validade do Batismo de crianças – conclusão que me foi muito difícil. Não somente ela me levou a maior proximidade da Escritura, mas também me fez voltado para a história da Igreja”.

Wood tornou-se pastor de uma igreja protestante nova em Venice, Fla., onde ele serviu durante quase dez anos. Continuava a estudar e a perguntar como Cristo queria que fosse a sua Igreja. Levou sua congregação a filiar-se à Igreja Presbiteriana da América, e pôs-se a ler sempre mais assiduamente os antigos Padres da Igreja. “Se você quer encontrar a Igreja, eis os seus sinais a ser descobertos: una, santa, católica e apostólica, como refere o Credo de Nicéia (325), pelo qual nós professamos a nossa fé. Os reformadores protestantes mudaram as notas de identidade da Igreja e, se você muda as notas, nunca encontrará a Igreja.

A Igreja é una. Mas um diagrama da Igreja Presbiteriana nos dois últimos séculos se parece com o desenho esquemático para uma placa de computador”.

Wood meditou muito sobre a oração de Cristo na sua última ceia. Ele pediu em prol da unidade da Igreja. Wood estava convicto de que Cristo tinha em vista não apenas uma unidade espiritual dos crentes, mas sim uma unidade visível, tão perceptível que os não crentes a pudessem descobrir, como Jesus disse, a fim de acreditarem.

Ele pregou sobre essas notas num sermão datado de 1986. Disse aos seus fiéis que não compreendia como podia acontecer que essa oração de Cristo podia ficar sem resposta.

“A Igreja Católica ficava ainda fora de cogitação para mim. Você sabe que algumas vezes a verdade é identificada com uma pessoa para que o impensável se possa tornar pensável. Sim. Eu ouvi dizer que Scott Hahn era uma causa perdida. Mas eu pensei que era meu dever chamar Gerry Matatics e falar-lhe da Igreja”.

Wood se esforçou. Ele se adentrou nos Padres da Igreja antiga. Ele conversou com sua esposa. A questão do governo da Igreja tornou-se obscura, não mais clara:

“Os apóstolos impuseram as mãos sobre homens, e os designaram como oficiais da Igreja”.

Wood fora perturbado durante anos pela tese protestante referente ao vínculo matrimonial. Ele então estava chegando à conclusão de que Cristo o queria indissolúvel. Desanimado por causa da esterilidade de um ativismo em favor da vida que durara muitos anos, ele começou a perceber que somente a santidade do casamento podia oferecer uma fundamento sólido para se conceber a santidade da vida.

Ele preparou um sermão sobre Oséias, o profeta do Antigo Testamento cuja esposa se foi para tornar-se prostituta.

“Deus mandou a Oséias que trouxesse de novo a sua esposa para casa. E serviu-se do adultério dessa mulher para ilustrar a apostasia do povo de Israel. Como procederia eu para apresentar a lei de Cristo, que era também a da Igreja Católica, a uma assembléia protestante? Pior ainda: depois que terminei o sermão, tomei consciência de que não devia dar a comunhão a pessoas divorciadas e de novo casadas”.

Ele se desculpou junto à congregação, pronunciou uma bênção e partiu para o seu escritório. Os mais antigos o seguiram e aceitaram a sua renúncia ao cargo.

Poucas semanas depois, Wood foi cumprir uma sentença que o condenava a sessenta dia de prisão por ter, numa Clínica, dissuadido alguém de abortar. Na prisão ele leu muito e pediu luzes a Deus para que descobrisse a verdadeira Igreja. Ele esperava receber uma inspiração. Em lugar disto, ele recebeu uma visita: a visita do Bispo de Venice.

Steve e Karen Wood foram recebidos na Igreja Católica em julho de 1990.

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